Somos viciados em atenção e não percebemos



Você não precisa ser o melhor orador em público, não precisa ser a pessoa mais engajada em causas sociais, a pessoa mais popular ou o mais bem sucedido em tudo que faz. Mas na internet você pode ser o que quiser. Isso é de certa forma tentador. Um universo onde você só deixa as pessoas verem o que você quer.

Isso pode ser saudável até um certo ponto: as pessoas não invadem sua individualidade. Mas e se, de tanto se guardar, você acabar esquecendo quem é e passa então a ser apenas aquilo que mostra? E se aquilo que mostra for apenas uma forma de chamar atenção? E se você nem souber que está tentando chamar atenção? E se, não sabendo que está apenas tentando chamar atenção, você também nem desconfia que está viciado nisso?

Redes sociais são fantásticas. A velocidade das informações, manter contato com pessoas distantes. O consumo mais prático e até mais barato nesse canal. Mas precisamos ter calma. Em algum momento, o seu feed pode estar cheio de viagens, tratamentos estéticos, bichectomias, bolsas, produtos que você-precisa-ter. As melhores indicações, corpos perfeitos, cabelos espetaculares. O seu perfil pode estar cheio disso, menos de você. Frases motivacionais, quando você nem sequer consegue levantar da cama, críticas comportamentais, quando na verdade você é tão inseguro que só está tentando ocultar isso. Fotos, posts, likes, comentários, quando na verdade você está esperando uma validação de outras pessoas, que digam o quanto você é bom, inteligente, querido... Declarações de amor, quando na verdade você está tentando esquecer quão frágil está o seu relacionamento. E por aí vai...

Precisamos entender o limiar, o ponto de encontro, onde parar, refletir. Passamos desse ponto? Precisamos descansar a nossa imagem? Talvez todo comportamento excessivo seja pela falta de algo ou por se ter demais. Mas, por via das dúvidas, vamos pesar sempre. Assim nunca sairemos no prejuízo. E o mais importante: não esqueceremos quem somos, não viveremos sob um padrão que agora existe nessas redes sociais - ser sempre o mais bonito, bem relacionado, viajado e bem sucedido ser humano da face da terra. Não estamos numa disputa para saber quem chama mais atenção ou quem tem o maior índice de aceitação. Então, antes de qualquer coisa, pense: é saudável pra mim? É saudável para os outros? Caso contrário, não economize no unfollow, no "desfazer amizade", no 3g (e não poste). No final das contas, perceberemos que ser tão vaidosos ao ponto de esquecer quem somos nunca valerá a pena.

#nuncafuimiss

Nunca Fui Miss é uma comunidade feminina que procura ir contra alguns padrões chatos de perfeição criados por aí. Escrevemos alguns pensamentos, ideias, coisas legais que vemos e acreditamos. Nosso único padrão é ser feliz!

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